
Galerinha do bem,
Sou fissurado em cultura popular. Sendo na Literatura de Cordel onde atinjo auge, o deleite, o desfrute da inteligência e da versatilidade dos poetas que percebem, de formas diversas, os fatos que ocorrem ao nosso redor.
O tema que trago desta feita, retrata a infindável luta de nossa raça negra por condições de igualdade no convívio social e põe em tela, com crueza, o abismo social brasileiro.
Boa leitura.
Negro Forte
"Eu não nasci na corte
Mas das feridas do corte
Sou negro forte
Não preciso de sorte
Pra sobreviver
A minha raça
É toda cheia de graça
Não há mau-olhado que faça
Minha cor se ofuscar
Por isso, digo sem zelo
Não faço apelo
E meus cabelos
Não preciso esticar
Eu não nasci na corte
Mas sei fazer belo porte
Sou negro forte
Não preciso de aporte
Pra sobreviver
A minha esperança
É a dose certa pra cura
Esquivo das amarguras
E passo rasteira
Na vida sem eira nem beira
Nos braços da capoeira
Sinto a paz me embalar
Meu grito é o canto
Meu disfarce, o santo
Me afaga o pranto
Que cai cativeiro
Ao som do pandeiro
Sou mais um guerreiro
Me enfeito em floreios
Pra te conquistar
E sigo caminho
Dou sempre um jeitinho
Vou sem colarinho
Pra me apertar
E nessa quizomba
Danço o miudinho
Pois do seu ladinho
Vou me encontrar
Eu não nasci na corte
Mas das sombras da morte
O passado é meu norte
Sou negro forte
Não há dor que eu não suporte
Pra sobreviver".
Isabel de Assis Fonseca, poetisa Cearense.
Sou fissurado em cultura popular. Sendo na Literatura de Cordel onde atinjo auge, o deleite, o desfrute da inteligência e da versatilidade dos poetas que percebem, de formas diversas, os fatos que ocorrem ao nosso redor.
O tema que trago desta feita, retrata a infindável luta de nossa raça negra por condições de igualdade no convívio social e põe em tela, com crueza, o abismo social brasileiro.
Boa leitura.
Negro Forte
"Eu não nasci na corte
Mas das feridas do corte
Sou negro forte
Não preciso de sorte
Pra sobreviver
A minha raça
É toda cheia de graça
Não há mau-olhado que faça
Minha cor se ofuscar
Por isso, digo sem zelo
Não faço apelo
E meus cabelos
Não preciso esticar
Eu não nasci na corte
Mas sei fazer belo porte
Sou negro forte
Não preciso de aporte
Pra sobreviver
A minha esperança
É a dose certa pra cura
Esquivo das amarguras
E passo rasteira
Na vida sem eira nem beira
Nos braços da capoeira
Sinto a paz me embalar
Meu grito é o canto
Meu disfarce, o santo
Me afaga o pranto
Que cai cativeiro
Ao som do pandeiro
Sou mais um guerreiro
Me enfeito em floreios
Pra te conquistar
E sigo caminho
Dou sempre um jeitinho
Vou sem colarinho
Pra me apertar
E nessa quizomba
Danço o miudinho
Pois do seu ladinho
Vou me encontrar
Eu não nasci na corte
Mas das sombras da morte
O passado é meu norte
Sou negro forte
Não há dor que eu não suporte
Pra sobreviver".
Isabel de Assis Fonseca, poetisa Cearense.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGosto muito do Ceará, mas sou de Brasília, e isso está gerando confusão.
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