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domingo, 27 de junho de 2010

O mundo animal, diverso como ele só.









Em todo ecossistema é possível presenciar cenas de “sexo explícito” entre os seres, é a pura reprodução entre as espécies, a tal perpetuação da raça.


Neste quesito, nossos ancestrais tiram de letra a falta de tempo e local adequado, são mestres no improviso, qualquer cantim tá bom.


Adaptamos algumas coisas, mas é verdade dizer que aprendemos bem.

sábado, 26 de junho de 2010

1/4 crescente da Lua minguante.



Tudo tem um significado. Sobretudo, no plano terreno, esse em que vivemos. Tenho tido diversas provas disso.

Ao longo de quase três décadas e meia (os meus 34 anos), tenho vivenciado fatos surpreendentes, positivos e desagradáveis.

Desencarnações, encarnações, matrimônios, frustrações, família, estudos, conhecimento, profissão, amizades, amor, afinidades, etc e tal.

Embora, os fatos nos ponham em situações complicadas, ruins, por vezes, sempre é possível tirar boas lições de tais ocorrências.

As lições nos fortalece, tornamo-nos maiores espiritualmente, mais sábios e nos dão cancha para enfrentar outras dificuldades. Estou buscando preparo, aprendendo, é bem verdade, contudo, firme e encorajado.

Na lua que mingua, tem um quarto de sua parte que aponta para cima, é,  tão somente, a parte que mira o crescimento, o arredondamento para logo-logo passar à nova e adiante formar a lua cheia, revigorante, aventando boas energias, propiciando o aprumado do pensar e implementação de um eficiente “modus operandis”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Negro forte


Galerinha do bem,

Sou fissurado em cultura popular. Sendo na Literatura de Cordel onde atinjo auge, o deleite, o desfrute da inteligência e da versatilidade dos poetas que percebem, de formas diversas, os fatos que ocorrem ao nosso redor.

O tema que trago desta feita, retrata a infindável luta de nossa raça negra por condições de igualdade no convívio social e põe em tela, com crueza, o abismo social brasileiro.

Boa leitura.


Negro Forte

"Eu não nasci na corte
Mas das feridas do corte
Sou negro forte
Não preciso de sorte
Pra sobreviver

A minha raça
É toda cheia de graça
Não há mau-olhado que faça
Minha cor se ofuscar
Por isso, digo sem zelo
Não faço apelo
E meus cabelos
Não preciso esticar

Eu não nasci na corte
Mas sei fazer belo porte
Sou negro forte
Não preciso de aporte
Pra sobreviver

A minha esperança
É a dose certa pra cura
Esquivo das amarguras
E passo rasteira
Na vida sem eira nem beira
Nos braços da capoeira
Sinto a paz me embalar

Meu grito é o canto
Meu disfarce, o santo
Me afaga o pranto
Que cai cativeiro
Ao som do pandeiro
Sou mais um guerreiro
Me enfeito em floreios
Pra te conquistar

E sigo caminho
Dou sempre um jeitinho
Vou sem colarinho
Pra me apertar
E nessa quizomba
Danço o miudinho
Pois do seu ladinho
Vou me encontrar

Eu não nasci na corte
Mas das sombras da morte
O passado é meu norte
Sou negro forte
Não há dor que eu não suporte
Pra sobreviver".


Isabel de Assis Fonseca, poetisa Cearense
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Viva São João, hoje faz céu de Gonzagão.



“Olha pro céu, meu amor...Vê como ele está lindo...”

Hoje, dia 24 de junho, festejamos São João, o Santo festeiro.

A cultura popular nordestina eleva os festivos juninos como o mais tradicional dentre outras várias festas populares.

É nesse período que podemos saborear deliciosas comidas típicas, feitas a base de milho, aqui pra nós: minha mãe faz uma canjica muito saborosa, deverás cobiçada por parentes e amigos.

Nesse período as pessoas procuram descontração no dançado do ritmo mais tradicional do nosso povo, o Forró. A dança sugere um bom ralado de coxa, fungado de cangote, ariado de fivela e um bom xaveco no pé das oiças, cenas bastante comuns nos salões e arraiás por aí afora.

Muito embora, todas essas coisas floreiem a festa junina, vejo no céu estrelado (brechado do terraço num bom balançado de rede) e sem resquício de costumeiro fumacê, o pano de fundo para desenrolar do profanismo junino, o cenário que serviu de inspiração para Rei do Baião, tendo José Fernandes como parceiro, matutasse a letra da belíssima música “Olha pro céu”, Hino dos Festejos de São João.

Depois de vários anos, hoje faz céu de Gonzagão.

sábado, 19 de junho de 2010

Dilma: A marombeira.


A eleição bate à porta dos brasileiros, os políticos se movimentam buscando vender projetos e mostrar feitos de gestões passadas, formalizar coligações amplas para garantir maior tempo de TV para seus candidatos proporcionais e, principalmente, majoritários.

Todavia, naturalmente, por força da paixão pelo futebol, os brasileiros estão com a mente voltada para a copa do mundo, o que desfavorece àqueles candidatos que largam atrás na corrida eleitoral, pois tem o tempo reduzido para reverter o placar adverso.

No cenário político nacional, a candidata da situação, Dilma Roussef, contou com a força de seu cabo eleitoral, Presidente Lula, para empatar a parada contra o candidato do campo oposicionista, José Serra.

Contando com a popularidade do Presidente, Dilma, adquire uma musculatura digna de uma dedicada marombeira. Bombaaaaada.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sem Plumagem


O clima é de copa nos quatro cantos do país e como não poderia ser diferente, tenho conversado muito sobre o tema, sobre as características da Jabulani, sobre clubes de futebol, seleções, trocando figurinhas da copa com meus filhos, assistindo vários documentários nos canais fechado de TV e por aí vai.

E, papiando com um camarada bem informado, daqueles que colam o ouvido no radinho para estar por dentro de tudo, cara de bastidor mesmo, com acesso a informações quentes e de furos, confidenciou um fato muito curioso.

Disse ele, que tentaram, os rubro-negros pernambucanos, convencer Dunga a convocar sua maior estrela, o jovem centro-avante que sempre está bem marcado por trás.
Ocorre, que o técnico da Canarinha, sisudo, chato de galocha, mas neste particular sensato e coerente, disse-lhes: “Sem condições. Já estão barrados, o Pato, o Ganso, pois não pretendo levar qualquer bicho de pena.”

Pois é, coerência é isso aí!!!

As peladas africanas


Sempre fui vidrado numa boa pelada (neste contexto, partida de futebol), é um passa tempo bacana, rola altas trocas de idéias com os amigos, bancar o técnico, etc e tal.

Mas, pessoal, numa boa, o nível técnico da Copa do Mundo-2010, realizada na Africa do Sul, está muito distante do que estamos acostumados a ver. Nos últimos mundiais a média de gols/partida ficou acima de 2,5. Contudo, na áfrica, a média de gols é de 1,7 por partida.

As apresentações das seleções tidas como favoritas ou de tradição, tais quais: Argentina, França, Itália (atual campeã), Inglaterra, Brasil, Holanda e Portugal, frustraram o grande público, a bem da verdade, decepcionaram. A exceção é o bom futebol apresentado pelos robóticos alemãs, desta vez nem tão robóticos assim, vez que além do, corriqueiro, toque rápido e preciso, forte marcação, jogo aéreo, disciplina tática, presentearam a platéia com um futebol envolvente, de boas tabelas, aprimorada técnica e eficiente.

A Fúria Espanhola, apesar do mau resultado continua forte na competição pois apresentou bom volume de jogo, Posse de bola e grande número de arremates ao gol, contudo, não contaram com a sorte na sua estréia. Pondo em relevo o histórico dos espanhóis notamos a semelhança com um time daqui dos arredores que: nada, nada, nada e morre na praia. A galãzada entrou de salto auto, time muito ancho, soberbos, pois é a seleção que tem causado estouro nas bolsas de apostas, lidera a bolsa oficial, favoritíssima para levar o caneco pela primeira vez, bem, isso na boca dos europeus, mas, se jogarem um real (R$ 1,00) do que andam falando, ficaram mais próximos de realizarem seu sonho.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Olinda em Letargia





"Ó linda situação para fundar uma vila!". Essas foram as palavras do donatário Duarte Coelho, encantado com a beleza natural e com posição estratégica que as sete colinas apresentavam, deixou de escravizar aquele povoado de índios da Tribo Marim dos Caetés, escravizou no seu lugar as tribos da região de Sergipe.

Após a invasão dos Holandeses, 1630, quando a cidade foi completamente destruída e incendiada, pelos mesmos, Olinda passa pelo processo de reconstrução, sendo reerguida e "preservada" até os dias de hoje.

Contudo, quem hoje visitar a cidade, particularmente, o Alto da Sé, ficará surpreso com o processo de arruinamento, desorganização, flagelo, literal abandono em que principal cartão postal da cidade se encontra.

Desde meados de 2008, que o local sofre intervenções de reformas infindáveis, a ação do governo comunista é lastimável, letárgica, a política pública de cultura e do turismo são ineficazes, o que põe a vocação maior da cidade em desalinho com seu potencial. Desagrada a todos: moradores do Sítio Histórico, visitantes locais (PE), nacionais e estrangeiros, comerciantes, artesãos e, até mesmos pessoas e políticos aliados do próprio governo, expõe o descontentamento com o degradante quadro.

O descontentamento fica ainda mais acentuado nos depoimentos dos comerciantes do Alto, que foram removidos para um local menor, ao lado do Colégio Santa Gertrudes, desprovido de infra-estrutura adequada para o abrigo daquele tipo de serviço. Sem banheiros, sem estacionamento, policiamento precário, iluminação insuficiente e como se não bastasse os Guardas Municipais ficam na vigília para que não seja colocada, em favor dos clientes, nem mesmo um tamborete, sob pena de apreensão de seus bens comercializáveis.

Segundo o Governo, através de sua Secretária de Cultura, dois anos é pouco para: requalificação de duas dezenas de comerciantes e artesãos, para assentar bancos de praça, plantar umas mudas de palmeiras, ecsórias e gramas, trabalho de calçamento e montagem do elevador panorâmico. Ululante que sim! Tomando como parâmetro a dragagem do Canal da Malária, que tomou 6 anos do governo Luciana Santos e que continua inacabado, rendendo sério desgaste do governo perante a população beira mangue. Que dirá a obra já anunciada pelo prefeito, que dará continuidade a Orla Olindense até a Ponte do Janga, continuando Rio Doce adentro. Danou-se tudo, será nossa TRANSNORDESTINA.

segunda-feira, 7 de junho de 2010


Cordel-->COMO O CU CHEGOU À CHEFIA DO CORPO HUMANO

Quando o homem veio ao mundo
Houve grande reunião
E entre os órgãos do corpo
Já teve uma confusão
Pois todos eles queriam
Do corpo se o chefão.

O cérebro muito importante
Deu logo seu ultimato.
Pelas as minhas funções
Este meu desiderato
Melhor desempenharei
Pois sou muito mais sensato.

Também devido ao fato
Das responsabilidades,
Desempenhadas por mim,
Ser de alta capacidade.
Pra tomarem decisões
Falta-lhes mais qualidade.

Mas que grande insanidade!
Já foi dizendo o coração.
Aqui quem manda sou eu.
Pois a minha pulsação
É quem irriga de sangue
Dos pés a palma da mão.

O sangue dá combustão
Para o corpo funcionar.
Portanto, se não for chefe
Deixarei de trabalhar
E quero ver com o corpo
Vai poder se alimentar.

Se isso aqui continuar
Lá atrás falou um rim.
Se nós dois não formos chefes
Tudo vai ficar bem ruim
Ora, se nós somos dois
Vamos fazer um motim,

Breve será nosso fim
Pois sem o metabolismo,
Para segregar a uréia,
Para fora do organismo
E tirar a creatinina
Qual será o mecanismo?

Mas com muito diabolismo
Falou também um pulmão
Se nós não formos os chefes
Não há mais respiração
E pela falta de ar
Vocês todos morrerão,

E uma morte feia terão,
Fiquem todos avisados:
Se a chefia não nos for dada,
Morrem todos sufocados,
Buscando ar nos pulmões
Com olhos esbugalhados.

Mas lá do fundo sentado
Foi também falando o cu:
Aqui quem manda sou eu.
E acabou-se o vuvu.
Os presentes espantados
Já foram gritando:tu?

Formou-se aquele sururu.
E passaram a botar;
Tanto apelido no cu,
Que ficou só a escutar,
Quieto, e em nenhum momento,
Fez menção de revidar.

Passaram a lhe chamar:
Bufante, quincas, anel,
Fedorento, ás de copas,
Fiofó, boga, carretel,
Rosca, rosquite, rendondo,
Até roscofe e borel.

Depois desse escarcéu,
O cu logo entrou de greve.
Efeitos não demoraram.
Foram sentidos em breve.
Veio uma dor de barrica,
Uma dorzinha bem leve

Prevenir sempre se deve.
A barriga ficou inchada.
Que deu uma falta de ar
A boca ficou ressecada
Os rins não mais funcionavam
Coração em disparada,

Com a pressão muito alterada.
Gases sufocando o peito
Cérebro não trabalhava
Não dava ordens direito.
Desesperados gritaram:
Deem a chefia pro sujeito.

E foi assim desse jeito
Que o cu passou a ser chefe
E logo ganhou a parada
Usando apenas o blefe
Na luta pelo poder
Não deu nem mesmo tabefe.

De - HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO

domingo, 6 de junho de 2010



IEMANJÁ, curiosidades sobre a rainha do mar

IEMANJÁ
Deusa da nação de Egbé, nação esta Ioruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade.

Em todos os lugares, no dia 2 de fevereiro ou no ano novo fazem-se homenagens a grande mãe Iemanjá. É protetora dos pecadores e jangadeiros.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ
As pessoas de Iemanjá são sérias e impetuosas, domina a todos e fazem-se respeitar. Dificilmente perdoam os erros dos semelhantes. Gostam de testar as pessoas.

Seu temperamento é muito difícil, são bravas, nervosas, mas possuem um coração grandioso, são dedicados aos parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo. Gostam de coisas luxuosas. São honestas, gostam da casa e da família, são ótimas esposas, mães ou pais.

LENDA
Iemanjá era filha de Olokum, deus (em Benim) ou deusa (em Ifé) do mar. Iemanjá foi casada com Orumila, deus da adivinhação mais tarde casou com Olofin, Rei de Ifé, com quem teve dez filhos, que correspondem a Orixás.

Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé. Olokum lhe dera uma garrafa contendo um preparo para usar se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo perigo.

Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o seu exército a procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebrar a garrafa conforme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio levando Iemanjá para Okun, o oceano, lugar onde vive Olokun.

Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.
Fonte: Livro da Religiosidade Afro